Ponteiras Filtrantes (well points)

O que são Ponteiras Filtrantes?

Ponteiras filtrantes  são na maioria tubos de PVC ranhurados protegidos por filtros de naylon ou por geossintéticos que são instalados no subsolo ao redor da área a rebaixar, elas recolhem a água do subsolo por conta de uma aplicação de vácuo no sistema.

Ponteiras Filtrantes

Foto de Ponteiras Filtrantes

Como funciona o sistema?

Segundo VELLOSO(1988) sistema de rebaixamento por ponteiras filtrantes é um sistema muito empregado para rebaixo de até 5 metros.

O movimento da água no subsolo para dentro das ponteiras, que devem estar sempre submersas, ocorre por causa da diferença de pressões entre o vácuo aplicado no nível das ponteiras e a pressão atmosférica que atua na superfície do aquífero. Toda vez que o aquífero é constituído por solos com granulação grossa, em que a granulometria é compatível com a abertura da tela das ponteiras, então elas podem ser cravadas sem revesti-las com uma camada de filtro. Caso contrário é necessário envolver as ponteiras com algum material para que possa impedir a entrada de partículas de solo no interior das ponteiras. As ponteiras são ligadas a tubos coletores, geralmente série R de 6” ou 4” dispostos ao redor da área a ser rebaixada, esses possuem tomadas de água usualmente espaçadas entre 1m ou 1,5m. As tomadas de água são furos feitos nos coletores em que se instalam luvas com diâmetro de 1 ¼” ou 1 ½”, nessas luvas são instalados registros para que quando elas estejam inoperantes elas possam ser bloqueadas para evitar a entrada de ar no sistema. A ligação é feita através de mangueiras que ligam às ponteiras nos registros instalados nas luvas.

Sistema de rebaixamento lençol freático com ponteiras filtrantes

Representação de um rebaixamento realizado por diversos estágios de ponteiras. Fonte: (ALONSO, 2007, p. 87)

Como a água é retirada do solo pela aplicação do vácuo todo o sistema deve estar o mais vedado possível, pois qualquer entrada de ar vai prejudicar a eficiência do sistema. Uma medida que pode ajudar a manter um bom desempenho do sistema é evitar a formação de bolsas de ar no interior do sistema, instalando toda a linha de
coletores sem desníveis, apenas com um pequeno aclive no sentido da câmara de vácuo.
Devido a quantidade de junções e juntas no sistema coletor, impede que o equipamento atinja um nível de eficiência para conseguir o vácuo absoluto, pois sempre haverá, por menor que seja, entrada de ar no sistema. Por esse motivo embora a teoria nos dizer que 10,33 m de coluna de água é a capacidade de aspiração desse sistema, na prática o rebaixamento é da ordem de 5 metros perto da ponteira e de 4 metros no centro da escavação. Quando for necessário executar um rebaixamento acima desse limite, adota-se o método de rebaixamento por estágios, que nada mais é do que rebaixar os primeiros quatro metros, escavar a área e então instalar outro sistema de rebaixamento para rebaixar mais 4 metros, ou menos de acordo com o projeto, como mostra a figura 8.(ALONSO, 2007)

Bibliografia

ALONSO, Urbano Rodriguez. Rebaixamento Temporário de Aquíferos – São Paulo: Oficina de Textos, 2007.

VELLOSO, Pedro Paulo Costa. Teoria e Prática de Rebaixamento do Lençol D’água – Rio de Janeiro : LTC, 1988.

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Autor

Eng. Gustavo Moles
Eng. Gustavo Moles

Engenheiro com CREA ativo em SP e PR,  6 anos de atuação progressiva em gestão de obras e projetos estruturais. Coordenação de obras de manutenção industrial, residencial e comercial, gerenciando equipe e prestadores de serviço. Experiência em processo de rebaixamento lençol de freático, pavimentação e terraplanagem.

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