Bombas Submersas

O que são Bombas Submersas?

Bombas submersas são equipamentos instalados em um tubo perfurado inserido no poço para realizar a drenagem da água. Normalmente os poços utilizados possuem diâmetro de 40cm com um tubo de 20 cm. Na saída do tubo de saída da água é comum a instalação de um registro para que se possa controlar a vazão da bomba para que a vazão fique próxima a vazão de projeto, com a possibilidade de uma mínima oscilação do nível dinâmico da água no interior do tubo perfurado.

Bombas Submersas

Sistema de bomba submersa detalhado. Fonte: (VELLOSO, 1988, p 101)

A refrigeração das bombas submersas é feita pela própria água a ser bombeada, e visto que, como o próprio nome sugere, para funcionar a bomba deve estar abaixo no nível da água, é usual a instalação de um sistema elétrico de controle do nível d’água no interior to tudo do poço. O mínimo que costuma-se usar são dois eletrodos, um instalado a 0,5 metros acima do nível da bomba e o segundo pode ser instalado em até 1m acima do primeiro. Dessa forma o eletrodo inferior tem a função de desligar a bomba toda vez que o nível do lençol baixar, impedindo assim que a bomba venha a trabalhar a seco e acabar sendo danificada. 

Já o eletrodo superior ele religa a bomba toda vez que o nível do lençol subir, permitindo assim que se mantenham as condições desejadas para a execução da obra. Para precaução, ainda pode ser colocado um terceiro eletrodo, no ponto mais alto admissível que o lençol pode subir, assim se o eletrodo que liga a bomba falhar esse terceiro eletrodo religa a bomba e também emite um sinal luminoso para que possa ser percebida a necessidade de manutenção do eletrodo defeituoso.

A descarga da bomba se faz, na maioria dos casos por um mangote ou um tubo metálico, dentro de um tubo de grande diâmetro ou por um canal revestido que rodeia a área que necessita ser rebaixada e retira as águas de todos os poços afim de despeja-la fora da área de influência do rebaixamento. Pode-se também instalar entre a saída da bomba e o ponto de descarga um hidrômetro para o monitoramento da vazão. A vazão total é medida no canal de descarga com a inclusão de um vertedor ou de uma calha.
Normalmente são utilizados modelos de bombas submersas de dois tipos, um é uma bomba de dois estágios com vazões usuais de 24 a 40 m³/hora, com alturas de elevação de 25 e 20 metros respectivamente, esse modelo é operado com motor blindado dipo DF 0113 com 3500 rpm e potência de 4,8 CV. O segundo modelo também possui 2 estágios mas sua vazões são de 6 a 12 m³/hora com alturas de elevação de 25 a 15 metros respectivamente, essa bombas possuem motores elétricos blindados do tipo v6 com 3450 rpm e potência de 2,5 CV.

Esse sistema é mais adequado para grandes rebaixamentos do lençol d’água, superiores a 5 metros em solos muito permeáveis, quando a vazão esperada por poço é superior a 6 m³/hora (VELLOSO 1988 p,100). Veja na figura 6 uma seção esquematizada do poço de um sistema de bombas submersas
Figura 6: Sistema de bomba submersa detalhado.
Fonte: (VELLOSO, 1988, p 101)

Bibliografia

ALONSO, Urbano Rodriguez. Rebaixamento Temporário de Aquíferos – São Paulo: Oficina de Textos, 2007 

VELLOSO, Pedro Paulo Costa. Teoria e Prática de Rebaixamento do Lençol D’água – Rio de Janeiro : LTC, 1988

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Autor

Eng. Gustavo Moles
Eng. Gustavo Moles

Engenheiro com CREA ativo em SP e PR,  6 anos de atuação progressiva em gestão de obras e projetos estruturais. Coordenação de obras de manutenção industrial, residencial e comercial, gerenciando equipe e prestadores de serviço. Experiência em processo de rebaixamento lençol de freático, pavimentação e terraplanagem.

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